Avicultura - 06.09.2018

Biossegurança começa no incubatório

Processos de limpeza e higienização devem também ser feitos de forma correta no incubatório, para que possíveis patógenos não infectem ainda o ovo

- Arquivo/OP Rural

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Um assunto que vem sendo bastante tratado e merece total atenção é a biossegurança. Muito se fala do que o produtor deve fazer para manter a biosseguridade da propriedade. Mas não é somente ele que deve se preocupar com isso. Os processos de biossegurança devem acontecer desde o início, ainda no incubatório. A importância de manter total limpeza e desinfecção inclusive nesta fase garante melhores resultados finais.

De acordo com o engenheiro químico especialista em Higienização e consultor técnico Charles Eduardo Lima, o processo de higienização consiste em um conjunto de práticas que tem como objetivo devolver ao ambiente de processamento – superfícies das instalações, dos equipamentos e utensílios – a boa condição higiênica inicial – o início da laboração. “A higienização deve remover os materiais indesejados – matéria orgânica, corpos estranhos, resíduos proteico, lipídicos e microrganismos das superfícies a um nível tal que os resíduos que persistirem não apresentem qualquer risco de contaminação”, informa.

O especialista esclarece que para realizar um programa de higienização com sucesso, é essencial compreender a natureza da sujidade que vai ser removida, ter distinção para escolher o método mais adequado para a sua remoção, assim como o método mais indicado para avaliar a eficácia do processo utilizado. “Os protocolos de limpeza e desinfecção, quando corretamente adotados, podem ser um meio de reduzir os microrganismos patogênicos e são parte integral de programas de biosseguridade”, conta. Lima acrescenta que todo e qualquer procedimento básico de limpeza e desinfecção, ou seja, procedimento de higienização, deve ser realizado por etapas básicas e bem realizadas em um pré-requisito para o resultado eficiente de todo um processo de higienização.

Quatro etapas

O profissional cita quatro etapas básicas da higienização: pré-limpeza, limpeza, enxágue e sanitização. “Reafirmamos com ênfase na importância da primeira etapa – remoção e pré-enxágue – como organização, planejamento nas ações das desmontagens e retiradas de itens, e peças de limpeza manual e recomendando procedimentos de aplicação de espuma e imersão”, diz. Já quanto à limpeza, Lima explica que esta etapa depende de coordenação e do número de pessoas envolvidas (ação mecânica) e da ação química (detergentes), em que se recomenda aplicação com o uso de gerador de espuma nos ambientes e na maioria das salas, o que deve otimizar o procedimento e melhorar a aplicação.

Na etapa do enxágue, Lima diz que depende dos pontos de água pressurizada que se mostraram ser eficientes e adequados, além da utilização de água tratada. E na sanitização ele conta que devem ser feitas indicações com relação à aplicação de sanitizantes com aplicadores específicos e pulverização/nebulização para melhor abrangência do sanitizante utilizado.

Explicando todos estes conceitos, o profissional alerta que são passos importantes a serem seguidos na limpeza e desinfecção dos incubatórios. “A higienização se torna, então, altamente indispensável em toda a cadeia de produção, pois processos bem elaborados de higienização irão impedir o crescimento e a proliferação de microrganismos, evitando qualquer tipo de contaminação microbiológica”, reafirma. E todos os passos citados devem ser corretamente seguidos e respeitados, reforça.

Outro ponto destacado por Lima tem relação com a periodicidade desse processo de higienização. De acordo com o profissional, depende de cada processo, mas o recomendável é que seja feito diariamente ou ao término de cada processo de produção. Além do mais, implementar estes procedimentos de higienização logo após o processo produtivo é uma ótima forma para manter tudo mais limpo e higienizado por mais tempo, afirma.

Lima avisa que é sempre importante frisar que um equipamento ou superfície que não foi adequadamente limpo não poderá ser eficientemente sanitizado, já que resíduos remanescentes protegem os microrganismos da ação do agente sanitizante. “Portanto, a sanitização – ou desinfecção – não é exatamente para corrigir falhas das etapas anteriores do procedimento de higienização”, afirma.

Mais informações você encontra na edição de Aves de julho/agosto de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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