Nutrição - 05.03.2018

Benefícios da suplementação de vitamina A, D e E como coadjuvante no tratamento de verminoses em bovinos

Deve-se sempre suplementar animais em situações de carências nutricionais, alta demanda vitamínica, situações de estresse e doenças infecciosas ou parasitárias

- Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Rodrigo Nunes, médico veterinário e consultor Técnico da Bayer

As vitaminas A, D e E presentes nos alimentos são essenciais na nutrição de bovinos, pois participam de diferentes processos na manutenção da saúde e produção. Qualquer desequilíbrio destas vitaminas no organismo dos animais, seja por problemas na dieta ou por enfermidades como a verminose, pode levar à diminuição no desempenho produtivo, causando prejuízos econômicos. Deve-se sempre suplementar animais em situações de carências nutricionais, alta demanda vitamínica, situações de estresse e doenças infecciosas ou parasitárias, como as verminoses clínicas.

A verminose clínica de bovinos é uma enfermidade que acomete principalmente animais jovens, de até um ano em meio de idade, e é determinada pela ação patogênica dos nematódeos gastrintestinais. A doença está associada com uma variedade de sinais clínicos, incluindo a incapacidade de ganhar peso, má condição física, inapetência (falta de apetite) e diarreia. O grau de inapetência pode variar dependendo do nível das infecções, que vão de moderadas a fortes, e chegam a reduzir a ingestão de alimentos em até 20%.

Buscando conhecer melhor a grande perda econômica que as verminoses causam na pecuária, foi realizado um estudo pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRJ) com a finalidade de avaliar o potencial terapêutico das vitaminas A, D e E no processo de recuperação de bovinos acometidos por verminose clínica após o tratamento com anti-helmíntico. O estudo foi realizado nas dependências do Laboratório de Parasitologia Veterinária da UFRJ, com 32 animais da raça Red Angus, com idade entre 9 e 23 meses, sensíveis à verminose. Os animais foram divididos em 2 grupos (16 por grupo) e alojados em baias individuais, recebendo a mesma dieta e igual indução do quadro de verminose clínica, confirmado através de exames de fezes (OPG e coprocultura).

Após a divisão dos lotes, os animais do grupo Controle foram tratados com anti-helmíntico, enquanto os do grupo Tratado receberam anti-helmíntico e suplemento vitamínico ADE.

Após os tratamentos, foram analisados dois aspectos muito importantes para o desempenho dos animais: consumo de silagem e ganho de peso. Em relação ao consumo médio de silagem, o estudo demonstrou que os animais suplementados com ADE tiveram ingestão de alimentos 12% superior aos animais do grupo Controle (85,29% x 76,19% do potencial de consumo diário). Já em relação ao ganho de peso, o grupo de animais que recebeu o suplemento ADE teve ganho médio de 6,69 kg de peso vivo a mais do que o grupo Controle nos 15 dias após o tratamento (7,38 kg x 0,69 kg).

Sendo assim, neste estudo foi possível observar que a utilização do suplemento vitamínico ADE foi eficaz como medicação coadjuvante no tratamento da verminose clínica, proporcionando maior ingestão de alimento e ganho de peso no período pós-tratamento quando comparado a animais que receberam apenas o anti-helmíntico.

Mais informações você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de março/abril de 2018.

Fonte: O Presente Rural

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