Produção - 26.03.2018

Avicultura levada a sério

Casal de Marechal Cândido Rondon, PR, retoma projeto avícola “abandonado” e se destaca entre os melhores produtores

- Arquivo/OP Rural

Os aviários da família Appel estavam sendo colocados de lado no interior de Marechal Cândido Rondon, PR. Os anos de trabalho deixaram cansado o produtor rural Ingo Apeel, que acabou falecendo há dois anos. Foi quando a filha Lisângela e o esposo Mateus Tholken decidiram alavancar o empreendimento, que estava prestes a ser fechado. Quando assumiram as duas granjas, tinham o terceiro pior Índice de Eficiência Produtiva (IEP) entre todos os cooperados. No ano passado, chegaram a ter o terceiro melhor índice, que mede a conversão alimentar, o ganho de peso diário, a relação entre aves alojadas e abatidas, entre outros fatores. Por isso, orgulham-se, receberam R$ 1,11 por ave entregue, segundo eles, o maior valor já pago entre os integrados.

“Quando nós assumimos aqui, há pouco mais de dois anos, as granjas estavam praticamente abandonadas. Éramos o terceiro de trás para frente no Índice de Eficiência Produtiva. Nesse ano de 2017 já alcançamos o terceiro lugar geral no IEP”, conta Mateus. De acordo com a Copagril, são mais de 220 cooperados no fomento avícola, com mais de 330 granjas nos municípios da microrregião de Marechal Cândido Rondon. Todos têm o IEP mensurado.

“Decidimos participar mais da granja e fazer a coisa certa. Eu penso que se for pra fazer, tem que fazer bem feito, tem que ser extremamente profissional, pois o mercado exige isso”, sugere a produtora. “Fizemos reformas e melhorias nos galpões, contratamos um funcionário e estamos nos capacitando sempre”, diz Mateus. O casal completa três anos gerenciando as granjas em maio deste ano, com planos de investir ainda mais na atividade.

São dois aviários, no modelo de cortinas, que abrigam 15 mil aves cada. Além das reformas, frisam, a mão de obra eficiente foi decisiva para mudar da água para o vinho. “Tivemos total assessoria da cooperativa na assistência técnica. Por outro lado, contratamos um rapaz para cuidar dos aviários que nunca tinha atuado na avicultura, mas muito disposto e observador. A mão de obra é muito importante na avicultura”, aposta Lisângela.

O projeto deu tão certo que a avicultura vai ganhar mais espaço na renda de Lisângela Appel Tholken e Mateus Tholken. A propriedade com mais de 30 anos na família agora ganha um novo aviário, que praticamente vai dobrar a capacidade de produção do casal. No modelo dark house, que passa a ser adotado pela Copagril, cooperativa a que são integrados, vão produzir 28 mil aves a cada lote. Ao todo, serão 58 mil aves a cada dois meses. “Estamos apostando na avicultura para diversificar a propriedade”, cita Mateus. O casal ainda conta com 83 alqueires destinados à agricultura - soja e milho.

Tecnologia

Mateus explica que o modelo dark house vai permitir ganhos ainda maiores. “Com esse sistema, muda um pouco o manejo, pois tem mais tecnologia. É um galpão diferenciado, todo automatizado, onde podemos ter o controle de vários índices, como temperatura, umidade, entre outros”, explica. “Hoje tudo se baseia na tecnologia. Quem diria o que a gente ia fazer com um celular. Na avicultura é a mesma coisa”, encara Lisângela. “No novo aviário, vamos instalar um sistema para fermentar a cama com lona. Isso é uma necessidade”, comenta Mateus.

Ansiosa, ela não vê a hora de alojar no novo aviário. “Já era para estar pronto, mas acabou atrasando porque queríamos construir em outro local. Esperamos que a gente possa alojar próximo da metade de 2018”, destaca. De acordo com o casal, diversificação é a palavra de ordem. “Nosso projeto é de diversificação”, aponta Mateus. “Queremos fortalecer a propriedade em 2018”, reforça a produtora.

Diversificação

Mateus explica que retomaram a avicultura na propriedade como primeiro instrumento para diversificar a renda. De acordo com o produtor rural rondonense, os planos estão adiantados para que o casal ingresse também na suinocultura e na bovinocultura de corte. “Hoje não dá para depender só da lavoura de grãos. É muito arriscado. Retomamos a avicultura para diversificar. Nossa ideia ainda é fazer um crechário para suínos na outra sede da fazenda. Já estamos pensando também o projeto para iniciarmos a criação de gado de corte, a pasto e confinado”, revela o produtor rural.

Além de ter uma alternativa financeira caso haja frustrações de safra ou preços baixos, explica Mateus, a avicultura proporciona renda entrando mais vezes ao ano no caixa da fazenda. “Com as aves temos uma renda a cada dois meses, o que é muito positivo”, aponta. São seis lotes ao ano, com intervalos entre 14 e 20 dias entre eles.

Mais informações você encontra na edição de Aves de janeiro/fevereiro de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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