Saúde - 26.03.2018

Avaliação individual das vacas auxilia no controle da mastite

Para reduzir índices de CCS e CBT, que refletem positivamente na lucratividade da fazenda, uma das alternativas é fazer o acompanhamento individual dos animais

- Arquivo/OP Rural

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A partir de julho deste ano, o produtor de leite terá novos parâmetros a seguir para colocar seu produto no mercado. A quantidade permitida de células somáticas e bactérias no leite vai diminuir. O índice para a Contagem de Células Somáticas (CCS) passa de 500 mil por mililitro (ml) para 400 mil/ml. A Contagem Bacteriana Total (CBT) diminui ainda mais, de 300 mil/ml para 100 mil/ml. Trata-se de uma atualização da Instrução Normativa (IN) 62, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Para reduzir esses índices, que refletem positivamente na lucratividade da fazenda, já que a maioria das empresas paga mais pelo leite de melhor qualidade, uma das alternativas é fazer o acompanhamento individual dos animais. Ao contrário de fazer a análise do tanque, que mede o desempenho da fazenda, a análise individual vai mensurar o desempenho de cada animal, determinando quais estão contribuindo com leite de melhor qualidade e quais precisam receber atenção para tratar algum problema, como mastite, que faz aumentar a CCS e a CBT.

O especialista em gestão de propriedades leiteiras, Avelino Manoel Corrêa, da Associação Paranaense dos Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH), explica que a técnica aumenta o desempenho geral, já que vacas com mastite subclínica, por exemplo podem ser diagnosticadas com a análise individual e tratadas. Ele fez palestra para produtores e técnicos durante o Show Rural Coopavel, no início de fevereiro, em Cascavel, PR.

O profissional destaca que uma parceria feita com a Cooperativa Coopavel, de Cascavel, trouxe significativos resultados. “Fizemos uma parceria em abril do ano passado com a Coopavel para saber quais animais estavam contribuindo com o leite, seja para o bem ou para o mal, quando o assunto era CCS, gordura, etc. Antes só se fazia a análise no tanque das propriedades. Agora, fazemos a análise individual do leite de cada vaca no laboratório da associação. Indicadores em diferentes setores da fazenda de leite que vão nos mostrar o que está acontecendo na propriedade. “Com exames individual, o produtor pode fazer o controle individual de acordo com a exigência de cada vaca e evitar disseminar o problema para o restante do rebanho. É possível tratar logo no início de uma enfermidade, por exemplo”, destaca Corrêa.

Parâmetros

Apesar de o Mapa indicar números de 400 mil/ml para CCS e 100 mil/ml para CBT, Corrêa diz que leite com esses índices não é de qualidade superior. “É um leite de qualidade? Para os parâmetros, não. O ideal é que tenhamos menos de 250 mil CCS e menos de 10 mil na CBT”, sugere. Ele reforça a importância de adotar o exame individual para alcançar índices mais baixos. “Se eu tenho abaixo de 250 mil CCS em um tanque, significa que 80% das vacas está abaixo de 200 mil”, sugerindo atenção às 20% de pior desempenho. Para ele, mudanças de atitude, como manejo, limpeza de equipamentos e atenção nos procedimentos podem reduzir esses índices.

CCS = Mais mastite e menos leite

Quanto maior a CCS, menor será a produção de leite. De acordo com estudo desenvolvido com 19 fazendas leiteiras no Paraná pela APCBRH, a produtividade cai 6% em fazendas que apresentam mais de 500 mil/ml de CCS. “Quando observamos 500 mil CCS no tanque, vimos que as vacas deixaram de produzir 6% (mastite subclínica em 16%). Além do mais, quanto maior a CCS, também tem mais incidência de mastite clinica”, aponta Corrêa. De acordo com ele, é importante fazer o controle leiteiro uma vez por mês para avaliar se as ações do produtor para reduzir a CCS, por exemplo, surtiram efeito.

Mais informações você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de março/abril de 2018.

Fonte: O Presente Rural

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