Pecuária - 13.11.2017

Associado e ex-diretor da ASSOCON, Sérgio Przepiorka vê espaço para aumento do preço do boi gordo até o final do ano

Sobre o momento da pecuária de corte, Sérgio Przepiorka confia que há espaço para os preços do boi gordo crescerem até o fim do ano

- Divulgação/Assessoria

Profundo conhecedor da pecuária de corte e experiente confinador, Sérgio Przepiorka, 60 anos, está na atividade desde 1977. Ele é afiliado da Associação Nacional da Pecuária Intensiva (ASSOCON) e já foi o diretor da entidade durante cinco anos, na gestão de Eduardo Moura. Nesse período, ele destaca as lutas pelos interesses dos produtores rurais e pela implementação de melhorias para a cadeia produtiva, a fim de gerar representatividade para a pecuária de corte.

Przepiorka tem duas propriedades rurais em Rancharia, a 525 km da capital de São Paulo. A mais antiga é a fazenda Laredo, constituída em 1990, destinada ao semi confinamento, com lotação de 15 animais por alqueire. Nessa propriedade, os animais são mantidos até atingir o peso médio de 360 quilos, quando são levados à fazenda Chaparral, onde o criador tem um boitel, onde os bovinos ficam confinados até o abate, após passar por todos os protocolos sanitários para exportar para os países mais exigentes. “A fazenda Chaparral é o grande destaque do projeto desde sua fundação, em 2002, por ser uma referência em confinamento bovino, possuindo atualmente 13 mil animais confinados e capacidade estática para 20 mil”, ressalta Przepiorka.

Para o produtor, o ditado popular que diz “O olho do dono engorda o gado” tem um significado especial. Ele pontua que a receita para o sucesso na atividade é a participação em todas as áreas do negócio. Afinal, a diferença entre o lucro e o prejuízo está nos detalhes. “Acompanhar o mercado, buscar informações nos eventos técnicos e estar antenado nas cotações é a lição de casa de todo pecuarista. Mas o que faz o nosso negócio prosperar é a persistência na realização de um bom trabalho e na frequência com que acompanhamos tudo de perto, analisando o dia a dia da fazenda”, comenta Sergio Przepiorka.  

O pecuarista também faz questão de destacar a importância das ações de entidades, como a Assocon, que atuam em prol do fortalecimento da pecuária intensiva e dos produtores rurais. “A Assocon está envolvida em muitas ações positivas para a atividade. Além da mudança de estratégia, a sede em São Paulo facilitou muito a aproximação com o mercado e colaborará para uma grande evolução da cadeia pecuária”, confia Przepiorka.

Sobre o momento da pecuária de corte, Sérgio Przepiorka confia que há espaço para os preços do boi gordo crescerem até o fim do ano. “O preço médio da arroba em São Paulo está em torno de R$ 140. Acho que pode chegar a R$ 148 em dezembro, com alta estimativa em 6%. “Em 2018, esperamos que o mercado se recupere e os preços dos insumos se estabilizem. Com as exportações em alta, creio que só será preciso ajustar a oferta e a demanda para ir em frente”, conclui.

Fonte: Assessoria

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