Sanidade - 21.06.2018

Ar, cama e água... pilares da ambiência

Para manter um bom ambiente no interior dos aviários, é preciso monitorar, basicamente, alguns aspectos relacionados a três áreas: ar, cama e água

- Arquivo/OP Rural

É de suma importância a manutenção da ambiência dentro dos aviários, uma vez que este controle está diretamente ligado à taxa de conversão das aves. “Um ambiente bem controlado e monitorado auxilia nas taxas de crescimento, aumenta os ganhos, diminui mortalidade e reduz a possibilidade de propagação de doenças entre as aves, isso sem citar a questão do bem-estar do animal (diminuição do estresse). Para mantermos um bom ambiente no interior dos aviários, precisamos monitorar, basicamente, alguns aspectos relacionados a três áreas: ar, cama e água”, destaca o analista de Marketing da Akso, Karlo Bendetto.

De acordo com o especialista, o ar dentro dos aviários deve ser alvo de constante monitoramento. “Vários aspectos devem ser controlados visando o bem-estar animal, entre estes aspectos podemos citar a umidade relativa do ar. Esta é essencial para que as aves realizem troca de calor através da respiração, que é o meio pelo qual elas regulam a sua temperatura. O excesso de umidade no ar faz com que o animal apresente maior frequência respiratória e consequentemente aumente seu nível de estresse, podendo evoluir para casos mais graves, caso o problema não seja sanado”, explica Bendetto.

De acordo com ele, outro item a ser destacado em relação à qualidade do ar é a detecção do gás amônia. Este fator, de acordo com ele, é associado ao manejo da cama do aviário, pois é na cama que o gás é formado. “Sabidamente a amônia causa vários problemas, tais como redução de peso nos animais, diminuído a carcaça e gerando prejuízos para o produtor, o gás pode gerar lesões nos olhos, podendo evoluir para cegueira. Tudo isso significa um retardo no crescimento das aves e certamente terão problemas no momento da venda”, sustenta o profissional.

Cama

A manutenção da cama do aviário é a chave para evitar problemas com a amônia, para tanto é preciso manter rigoroso controle na umidade da mesma. Nesse sentido a ventilação do aviário é um poderoso aliado. “O mais aconselhado é consultar um especialista para elaborar um bom plano para que a ventilação auxilie no controle da umidade da cama. Recomenda-se também realizar o correto manejo da cama, pois este fator também influencia diretamente na geração de gás. É importante lembrar também que as medições de amônia devem ser realizadas na altura dos frangos, pois assim, sabemos o que as aves estão respirando de uma forma mais rápida”, explica.

Água

“A água é o terceiro e último item desta lista, dispensa apresentações, ela é um composto regulador que está presente em todas as etapas de produção, do embrião ao abate, logo água de qualidade é imprescindível para o correto desenvolvimento dos frangos. Sabemos que a relação de consumo de água/ração é de 2:1, ou seja, se um frango ingere 100 gramas de ração consumirá 200 ml de água, portanto o cuidado com este recurso é importante”, sugere. A água, quando fica sem tratamento, pode ser um forte vetor para o aparecimento de patologias e resultar em perda de animais e consequente prejuízo ao avicultor, aponta Bendetto.

Para manter a qualidade da água que é servida aos animais, o produtor deve se ater a fatores como pH, temperatura, dureza e cloração. “O pH e a temperatura, quando estão sob controle, evitam problemas no trato digestivo dos animais. Monitorar a dureza da água evita, entre outros problemas, o entupimento dos gotejadores. A consequência de gotejadores entupidos é a diminuição de consumo de água por parte dos animais. E finalmente a cloração, este ponto é crucial para que a água permaneça livre de agentes patogênicos de qualquer natureza, em alguns casos a cloração da água é um fator desejável na criação dos lotes”, menciona.

Mais informações você encontra na edição de Aves de abril/maio de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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