Alta Produção - 11.01.2018

Agricultor do Norte colhe 90 sacas de soja/ha e eleva média paranaense

Produtor rural Luiz Alberto Palaro, do município de Floresta, garante que a receita passa pelo cuidado diário da lavoura e emprego de alta tecnologia no preparo da terra e na aquisição de sementes

- Giuliano De Luca/OP Rural

O campeão de produtividade Luiz Alberto Palaro, do município de Floresta, a 30 quilômetros de Maringá, no Norte do Estado, é um dos milhares de produtores que contribuíram com números tão expressivos para a soja em 2017. A lavoura de verão colhida em janeiro passado rendeu nada menos que 90 sacas por hectare, o que lhe garantiu o prêmio de maior produtor oferecido por uma multinacional fornecedora de sementes, mas também um bom faturamento da propriedade. A produtividade de Palaro ficou bem acima da média estadual, que foi de 62,65 sacas/ha. Vale lembrar que a média paranaense na safra 16/17 é a maior da história no Paraná.

O Presente Rural foi até uma das fazendas do agricultor, de 63 anos, integrado à Cooperativa Cocamar, para conhecer um pouco mais de sua história e sua produção. Palaro conta que o sucesso está no cuidado diário com a roça. Agricultor desde que se conhece por gente, diz que acompanhar o desenvolvimento da planta é fundamental para saber que tipo de manejo é preciso ser feito em cada fase da produção. “Sou agricultor desde criança e vivo na lavoura. Pelo menos 330 dias por ano eu estou aqui cuidando, vendo o que precisa ser feito”, conta durante a entrevista que concedeu dentro na plantação 17/18, no fim de novembro, com a soja já em bom estágio de desenvolvimento. “É preciso acompanhar a lavoura, saber o momento ideal para as aplicações de fungicidas e outros manejos. Estou sempre atento”, completa.

Mas não é somente o olho do dono que faz a oleaginosa florescer com excelência no Norte do Paraná, explica o entusiasmado produtor. O emprego de alta tecnologia em sementes foi fundamental para o desempenho obtido, garante. “No verão passado eu colhi 90 sacos por hectare. Foi uma produtividade muito boa. Consegui isso olhando a plantação, mas também por usar alta tecnologia, como uma adubação melhor e semente melhor. O custo de produção fica um pouco mais caro, em torno de 50 sacas por hectare, mas no fim das contas vale a pena. Com a soja temos que trabalhar acima do básico. É o que eu fiz aqui e recomendo. Usei a tecnologia mais apropriada”, destaca Palaro.

O produtor comenta que é preciso conhecer bem a região e seus desafios para escolher a semente ideal. “Quanto mais produtivas as sementes, mas suscetíveis a doenças elas são. Se são menos produtivas, elas são mais resistentes. Isso vale não só para soja, mas também para o milho. É preciso encontrar a semente ideal e fazer o manejo de acordo com o que aquela tecnologia recomenda”, aponta.

Avião

Outra tecnologia que Palaro emprega e que garante uma colheita mais cheia é a aplicação aérea de defensivos. “Nossas pulverizações com avião são melhores porque não amassam as plantas. Assim, conseguimos mais produtividade, já que não existe essas perdas”, comenta. Na maioria das vezes o tempo desprendido para as aplicações com avião, ao invés de maquinários agrícolas, também é menor. Ao todo são 250 hectares.

Ele conta, no entanto, que a “invasão” da cidade sobre a lavoura está impedindo que ele faça essa aplicação em uma de suas fazendas. “Aqui nessa área já tem um bairro perto. Agora não posso mais fazer a aplicação com avião”, explica.

Preços

Ele explica, no entanto, que acabou perdendo oportunidades de mercado e deixou de vender a soja quando a oleaginosa ostentava com preços mais atraentes para o agricultor. “O ano de 2017 foi excelente com relação à produtividade da soja, mas acabei não aproveitando as oportunidades dos melhores preços. Mesmo assim, foi muito bom”, admite Palaro. Para a próxima safra, que deve ser colhida no fim de janeiro, acredita em preços favoráveis. “Acredito que vamos exportar bastante soja na próxima safra. Por isso estou esperando preço bom para o ano que vem”, justifica.

Apoio Técnico

Palaro é daqueles que não param quieto. Vive na cooperativa em busca de informações, trocando ideia com outros produtores e técnicos. Durante a entrevista, fotografa cuidadosamente a lavoura. A foto vai direto para o smartphone do técnico da Cocamar, que já dá seu aval sobre o estado geral da plantação. “A assistência técnica é fundamental”, assume.

Safra 17/18

Luiz Alberto Palaro também explica que os preços devem ser atraentes porque a produtividade da safra 17/18 não deve alcançar os patamares de produtividade do ciclo anterior. “Para a próxima safra estou esperando colher em torno de 80 sacas por hectare. É um pouco abaixo do que colhi no verão passado, mas também é uma boa produtividade”, aponta. As principais entidades do Brasil já preveem uma safra 17/18 menor que a do ano anterior. De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná, as lavouras de soja do Estado devem render cerca de 5% a menos que no ciclo anterior.

Mais informações você encontra na edição do Anuário do Agronegócio Paranaense de janeiro/fevereiro de 2018.

Fonte: O Presente Rural

INTERCONF

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.

INTERCONFIntercorteVIII ClanaPORK EXPO 2018EurotierACAV 2018