Antibióticos - 16.05.2018

Resistência a antibióticos pode ser responsável por 10 milhões de mortes até 2050, caso o uso não seja drasticamente reduzido

Atualmente, na Holanda, os antibióticos somente são administrados via água, antibióticos injetáveis são exclusivamente terapêuticos e não utilizados como preventivos.

- Foto: Assessoria

Os dados são da Organização Mundial de Saúde (OMS). Se nenhum programa global de restrição aos antibióticos promotores de crescimento for implantado com eficiência, até 2050 cerca de 10 milhões de pessoas podem morrer devido à resistência antimicrobiana. Além disso. Contra a expectativa de aumento de 72% na produção de carne de frangos até 2050, o aumento do uso de antibióticos é de 67% até 2030. Em determinados países – inclusive no Brasil, esse percentual pode ser duas vezes maior.

Em entrevista para o portal Feed Navigator durante a 11ª Conferência Ásia-Pacífico de Avicultura, na Tailândia, o Dr. Leo Den Hartog, diretor de Pesquisa & Desenvolvimento da Trouw Nutrition e professor da Universidade de Wageningen (Holanda), atraiu os holofotes para o crescimento do uso de antibióticos na produção animal. O tema faz parte da agenda global dos principais países, como a China, ele diz. “Porém, ainda é preciso sair da teoria para a prática e trabalhar para a redução dos indicadores de uso em termos globais”.

Nesse sentido, um caminho é a integração da alimentação e o manejo sanitário dos animais na propriedade rural, recomenda Dr. Hartog. “Feitas em conjunto, essas medidas podem contribuir para a melhoria da saúde intestinal das aves, por exemplo, impedindo a ingestão de patógenos específicos, controlando a microbiota, melhorando a integridade intestinal e auxiliando a modulação imune. Vacinas que oferecem grande suporte ao sistema imunológico dos animais também são vitais”, explica o especialista.

O Dr. Hartog cita o exemplo da Holanda como positivo. Naquele país, os promotores de crescimento foram proibidos, como parte de política do governo de reduzir em 50% o uso de antibióticos. Entre 2009 e 2016, a redução média do uso de antibióticos em animais atingiu 65% (foi de 72% em frangos). “Houve diferenças por espécies, o que significa que é importante uma abordagem integral na propriedade rural envolvendo a genética, juntamente com a composição da dieta, o uso de aditivos e melhores práticas sanitárias”, diz.

“Em nível global, animais de produção estão 30 a 40% abaixo do potencial genético devido a condições de saúde abaixo do ideal, existe uma enorme oportunidade para melhorar esse desempenho”, diz Dr. Hartog

Atualmente, na Holanda, os antibióticos somente são administrados via água, antibióticos injetáveis são exclusivamente terapêuticos e não utilizados como preventivos.

O ponto de partida para um eficiente programa de redução de antibióticos é a garantia de qualidade da alimentação e da água. A combinação de aditivos via água e aditivos nutricionais auxiliam a saúde intestinal e a modulação imune. “Um blend de ácidos orgânicos abrangendo moléculas de cadeia curta e cadeia média reduz a atividade bacteriana e ajuda a equilibrar a microbiota”, destaca o especialista da Trouw Nutrition.

“A liberação controlada de butirato em combinação com fitoquímicos específicos aumenta a produção de muco e apoia a proliferação de células epiteliais e a modulação do sistema imune associado ao intestino”, diz o Dr. Den Hartog. “A combinação de aditivos com diferentes funções e modo de ação mostra-se uma estratégia promissora, não apenas para ajudar animais em um programa de alimentação livre de promotores de crescimento, mas também são esperados efeitos profiláticos”.

No entanto, o Dr. Den Hartog destaca a necessidade de se criar um novo grupo funcional de aditivos no âmbito da UE para incentivar a indústria a investir em produtos que contribuam para a saúde animal, o que, por sua vez, reduziria ainda mais a necessidade de antibióticos. "É necessário o reconhecimento regulatório dos efeitos profiláticos dos aditivos: o impacto da nutrição na saúde animal", reforça Dr. Hartog.

A Trouw Nutrition está entre as empresas mais atuantes em pesquisas de alternativas para os antibióticos promotores de crescimento. “Somos a primeira indústria de alimentação a montar um laboratório para analisar a microbiota animal, de maneira a mostrar aos clientes o seu modo de ação. Testamos muitos aditivos e o seu efeito na composição da microbiota ou na barreira intestinal, integridade intestinal ou na secreção de muco”, informa. “A Trouw Nutrition não apenas desenvolve novas estratégias e novos programas de alimentação, mas também realiza testes em diferentes partes do mundo. É o que faremos”.

Fonte: Ass. de Imprensa

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