Trigo - 02.02.2018

Da semente à farinha, como a escolha da cultivar favorece a comercialização do trigo

Identificar cultivares antes da semeadura aumenta a rentabilidade e melhora o desempenho do mercado. Orientações serão repassadas durante o Show Rural
56% das cultivares semeadas no campo tem como destino a panificação. A escolha da cultivar irá ajudar o produtor na hora da comercialização.

56% das cultivares semeadas no campo tem como destino a panificação. A escolha da cultivar irá ajudar o produtor na hora da comercialização. - Foto: Divulgação

A área reservada de trigo para a safra 2017/2018 ainda é incerta, mas o que todo triticultor espera é se poderá contar com condições favoráveis de clima para um bom desenvolvimento da planta e, posteriormente, se o seu produto será facilmente comercializado. Como a cultura de inverno ainda gera dúvidas ao produtor rural na hora da escolha de qual cultivar semear, é necessário que ele busque algumas respostas. Será que existe uma farinha certa para atender a demanda e desempenho que o mercado busca? A resposta está no planejamento da safra. O primeiro passo é conhecer a realidade do moinho da região antes da semeadura do grão. O segundo, é escolher uma cultivar aprovada pelos moinhos pela sua qualidade industrial e, o terceiro, e não menos importante, é fazer o dever de casa: cuidar bem da sua lavoura. Seguindo esses passos, é possível aumentar a rentabilidade e obter maior desempenho no mercado.

Pensando na qualidade industrial do produto final, a Biotrigo Genética orienta os triticultores durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel/PR. As palestras serão realizadas nos dias 5 e 6 de fevereiro na estação de qualidade industrial, no estande da empresa. O estande da Biotrigo está localizado próximo ao estande da Toyota e do pavilhão da avicultura.

Atualmente 56% das cultivares semeadas no campo tem como destino a panificação; 15% são destinados para a fabricação de massas; outros 10% são para produção de biscoito; 10% para uso doméstico e 9% para outros fins. A supervisora de Qualidade Industrial da Biotrigo Genética, Kênia Meneguzzi, explica que as cultivares que estão no mercado são de boa qualidade. No entanto, cada uma atende especificamente a um nicho. “O produtor deve estar atento para qual uso final o grão será comercializado, ou seja, uma das principais ferramentas para melhorar a rentabilidade do produtor que investe no trigo, é conhecer a indicação de cada cultivar”, explica.

Existem hoje no mercado distintas cultivares, cada uma com especificação de cor de farinha; força de glúten; estabilidade e absorção diferentes. Por exemplo, no uso da farinha para massas, a exigência do mercado é de uma farinha mais tenaz (relação de tenacidade e extensibilidade obtida através do teste de alveografia); para biscoito, mais extensível e, para panificação, é mais equilibrada. “O que orientamos ao triticultor é pensar no mercado que visa atender e assim escolher a cultivar, já que as cultivares são bem diferentes umas da outras, mas isso não quer dizer que se perde em qualidade, pois cada produto necessita de uma reologia diferente de farinha para ser produzido. A dica é conhecer o mercado regional em que o produtor está inserido e isso deve acontecer antes da escolha da cultivar”, afirma.

 

Produto aprovado = maior liquidez

Como existem trigos com diferentes indicações e destinos, eles também têm valores distintos no mercado. Por isso, a importância de testar o desempenho industrial de cada cultivar no produto final. “Hoje é essencial a realização de testes de panificação, pois nem sempre a cultivar que passa nos testes de laboratórios possui o mesmo desempenho quando é usada na panificação, por exemplo. Esse trabalho, a Biotrigo realiza internamente, testando as cultivares três anos antes de seu lançamento através de sua padaria experimental, inaugurada em 2015. É esse investimento que garante segurança para o produtor que optar por cultivares TBIO”, acrescenta.

Nos últimos anos, a empresa tem enviado amostras dos trigos para mais de 80 moinhos do país, onde elas são avaliadas de acordo com a metodologia de cada um, o que vem comprovando a evolução na performance de panificação ocorrida. “Houve uma grande evolução em parâmetros como W (força de glúten) e Estabilidade, como o produtor já sabe. O que ele ainda não sabe é que evoluímos também em testes e performance de panificação, e é isto que queremos demonstrar. Com melhor performance, os moinhos vão se interessar menos pelo importado e o trigo brasileiro poderá ter mais liquidez”.

 

Show Rural 2018

As palestras acontecem nos dias 5 e 6 de fevereiro no estande da Biotrigo Genética, no Show Rural Coopavel.

Fonte: Ass. de Imprensa

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