Suinocultura - 08.06.2018

Como o México poderia ajudar a suinocultura brasileira?

De fato hoje o México, seria um importante mercado para a carne suína brasileira. Nosso menor custo de produção (principalmente alimentar) permite ao Brasil ser muito competitivo em preço no mercado internacional.

- Foto: O Presente Rural

*Por Adriano Pissaia

Com uma população de 120 milhões de habitantes e consumo per capita anual de 18 Kg de carne suína, o México possui 1,2 milhões de matrizes suínas, sendo o oitavo país em produção mundial da proteína. Estes dados chamam a atenção do Brasil, já que os mexicanos precisam importar 40% da carne suína que consomem. E após o encerramento das exportações brasileiras da proteína à Rússia, mesmo com aumento de volume de compra da China, o México torna-se um excelente novo mercado à agroindústria brasileira.

De dois milhões de toneladas de carne suína consumidas no México anualmente, 800 mil toneladas são importadas, sendo 85% dos Estados Unidos, 13% do Canadá e 2% de outros países. Com o recente embate político e comercial entre o país e o vizinho norte-americano, a carne suína dos Estados Unidos está sendo taxada em 20% pelo México, que também abriu uma cotação para 350 mil toneladas de carne suína para exportadores de fora dos Estados Unidos.

Já de imediato o Canadá pode suprir parte desta demanda, mas ainda assim espera-se que o Brasil possa se beneficiar de alguma forma dessa “guerra comercial”. O México é o terceiro maior importador de carne suína do mundo, atrás apenas de China e Japão. Também exporta carne suína, principalmente para Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos. Essas exportações focam cortes com maior valor agregado e alta qualidade.

O preço médio do suíno está em R$ 5,00/Kg de peso vivo no mercado mexicano, enquanto no Brasil, está em R$ 3,20/Kg. O país importa praticamente todo o milho e derivados de soja que precisa para a suinocultura, sendo grande parte dos Estados Unidos, o que aumenta significativamente o custo final da ração, em até 20% em relação ao Brasil.

Através da eficiência alimentar da produção de suínos, o México ajuda a superar parte desse custo com milho e soja. As principais empresas do México estão investindo em aumento de plantel e novas plantas de abate, e mesmo assim, hoje o consumo interno cresce acima da produção, garantindo a países exportadores que o mercado de carne suína do México se perpetue nos próximos anos.

De fato hoje o México, seria um importante mercado para a carne suína brasileira. Nosso menor custo de produção (principalmente alimentar) permite ao Brasil ser muito competitivo em preço no mercado internacional.

 

*Adriano Pissaia é gerente de contas da Agri Stats para suinocultura

Fonte: Ass. de Imprensa

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