Suinocultura - 09.10.2018

Ceva Saúde Animal promove debate sobre as principais doenças respiratórias da suinocultura

A empresa reuniu especialistas para abordar as inovações para o controle das patologias no plantel

- Foto: O Presente Rural

Durante a Pork Expo 2018, a Ceva Saúde Animal promoveu um workshop com especialistas para fomentar o debate sobre as inovações para o controle das principais doenças respiratórias que afetam o plantel brasileiro.

“A Pork Expo é o principal evento do setor e uma excelente oportunidade de compartilhar experiências e abordar novas tecnologias do segmento. Participamos para mostrar nossas soluções e para promover uma atualização dos participantes sobre o combate das patologias respiratórias”, afirma o Diretor da Unidade de Suínos da Ceva Saúde Animal, Júlio Acosta.

O painel contou com a participação do Prof. Dr. Mathias Ritzmann, responsável pela Clínica Suína da Universidade de Ludwing-Maximilians em Munique, Alemanha. O pesquisador abordou as novas variantes circulantes do PCV2 ao redor do mundo e reforçou o impacto das doenças associadas ao patógeno, como a Síndrome de Refugagem Multissistêmica Pós-desmame (PMWS), Dermatite suína e síndrome da nefropatia (PDNS), e o mycoplasma, responsável pela Pneumonia Enzoótica.

“A vacinação contra o PCV2 associada a gestão de biosseguridade no plantel é a melhor estratégica para o combate e controle da doença. Além disso, quanto maior o número de animais imunizados, menor será a taxa de contaminação, e isso estimulará a diminuição do uso de antibioticoterapia na granja”, conta Mathias.

Na palestra, o profissional também compartilhou dados de um estudo clínico realizado em granjas na Europa, que traçou o sequenciamento genômico do PCV2, apresentando três diferentes genótipos, PCV2a, PCV2b e PCV2d, identificado pela primeira vez na Alemanha em 2012.

Na sequência, o Dr. Philippe Mazerolles, Gerente Corporativo da Unidade de Suínos na matriz da Ceva em Libourne, França, abordou os desafios atuais da saúde respiratória dos suínos.

O profissional mostrou pesquisas recentes sobre a ação do mycoplasma hyopneumoniae. Os dados demostram os prejuízos causados pela doença, como a alta taxa de mortalidade, lesões pulmonares, diminuição nos ganhos zootécnicos, entre outros.

Dr. Philippe também reforçou a importância da análise das lesões causadas pelas doenças do complexo respiratório para o desenvolvimento de um plano de controle assertivo, que leve em consideração os patógenos que estão afetando o rebanho.

O destaque da palestra foi a apresentação de um estudo de larga escala realizado em 2017, no Brasil, com oito estados suinocultores, através do Ceva Lung Program (CLP). A pesquisa visou identificar os principais patógenos atuantes no país, por meio da análise de 150 lotes. A pesquisa buscou entender a prevalência e incidência das doenças respiratórias medindo as lesões encontradas nos pulmões coletados.

“Mensurar as lesões é uma forma de entender a epidemiologia das patologias, a PCV2 e a Pneumonia Enzoótica não antigas, e estão no centro de outras patologias, por isso mensurar o impacto e os patógenos que agem em conjunto com essas enfermidades é imprescindível para controlar as doenças do sistema respiratório dos suínos”, afirma  Philippe.

O CLP, programa desenvolvido com exclusividade pela Ceva, faz uma avaliação no abatedouro para analisar quais os níveis de prevalência e o grau das lesões pulmonares apresentados pelo rebanho. Com base nesses dados é criado um protocolo de controle, que une desde o treinamento das equipes, até o acompanhamento em campo do lote durante toda a fase produtiva.

Fonte: Ass. de Imprensa

FACTA Dez 2018

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