Opinião - 18.05.2016

Otimismo e confiança ainda são possíveis nos novos tempos para o País

Mário Lanznaster - Presidente da Cooperativa Central Aurora Alimentos e vice-presidente para o agronegócio da FIESC

Mário Lanznaster - Presidente da Cooperativa Central Aurora Alimentos e vice-presidente para o agronegócio da FIESC - Divulgação/Assessoria

Mário Lanznaster, Presidente da Cooperativa Central Aurora Alimentos e vice-presidente para o agronegócio da FIESC

Esperança e confiança são dois ingredientes necessários à vida em sociedade. Sem elas, a sombra do pessimismo pode cair perigosamente sobre os indivíduos, obliterando a visão do mundo e exasperando a sensação de derrotismo e catastrofismo. Menciono isso porque o afastamento da presidente da República e a assunção do vice-presidente fazem surgir, nesse momento, uma réstia de luz de esperança no horizonte do Brasil.

Apesar da eloquente demonstração de que as instituições republicanas brasileiras funcionam com força e vigor, uma avaliação isenta e fria mostrará que, tecnicamente, não há razões para otimismo. As contas públicas estão destroçadas. Aliás, não será surpresa se as auditorias que forem realizadas agora revelarem um quadro de descontrole fiscal muito mais grave do que o já gravíssimo quadro admitido pela ex-presidente.

O novo governo deverá enfrentar com coragem e determinação um quadro marcado por problemas crônicos de uma economia doente, cujos sintomas são uma recessão instalada e, já não fosse isso de uma gravidade extrema, ainda assolada por uma inflação elevada. Esse estágio demonstra quanto o governo foi incompetente, imaturo e irresponsável na gestão macroeconômica do País, persistindo em erros clássicos por pura motivação eleitoral.

O endividamento público explodiu, a máquina do Estado foi aparelhada e superinchada com queda de eficiência em quase todos os setores. A previdência tornou-se insustentável, não pelo pagamento de benefícios aos mais de 20 milhões de trabalhadores, mas, aos privilégios pagos ao 1 milhão de egressos do serviço público. Nem os Fundos de Previdência escaparam da sanha perdulária do governo, que neles interferiu para conduzir negócios escusos, vulnerabilizando futuras aposentadorias.

A retomada do crescimento requer muitas reformas, mas, é consenso que o País requer uma urgente e modernizante reforma na legislação trabalhista para retomarmos as condições de empregabilidade, sustarmos a destruição de milhões de postos de trabalho e encorajarmos a volta do capital externo para investimentos produtivos no Brasil – algo que desapareceu há vários ano – e estimularmos os empresários brasileiros a novos empreendimentos.

Essas condições também atingiram a agricultura e o agronegócio que, até agora, constitui-se na última linha de resistência à crise econômica. A falta de uma política de abastecimento interno permitiu uma situação de profunda escassez do milho e pesados prejuízo para as principais cadeias agroindustriais.

Causa perplexidade, mas, dessa profusão de dificuldades emerge um improvável otimismo e um reconhecimento de que é possível restabelecer a confiança e, assim, trabalhar pela reconstrução e pelo futuro. Por quê? Porque estão em discussão planos e ideias que guardam coerência e pontos de contato com a realidade brasileira e com as perspectivas dos brasileiros. Isso já é um bom recomeço!

Fonte: Assessoria

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