Opinião - 12.05.2017

Novos rumos para a pecuária de corte em Santa Catarina

Bovinocultura está presente em 291 municípios catarinenses (98,6% do total) e o rebanho distribui-se em 78.729 produtores

- Divulgação/Assessoria

Artigo escrito por José Zeferino Pedrozo, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)

Contrastando com a imensa produção de carne suína (1ª posição no Brasil) e de aves (segunda posição), Santa Catarina não é autossuficiente na produção de carne bovina, dependendo da importação de outros Estados para seu abastecimento.

De acordo com dados da Cidasc, o rebanho bovino catarinense totaliza cerca de 4,5 milhões de cabeças. Embora o Estado seja mais conhecido pela produção de leite do que de carne, há predomínio de animais de corte: 51,4% possuem aptidão para corte, 34,74% aptidão para leite e 13,75% aptidão mista. A bovinocultura está presente em 291 municípios catarinenses (98,6% do total) e o rebanho distribui-se em 78.729 produtores, dos quais 35.713 (45,36%) com finalidade comercial e 43.016 (54,64%) sem finalidade comercial.

Mais de 80% do abate de bovinos em Santa Catarina ocorre no âmbito dos Sistemas de Inspeção Sanitária Municipal (SIM) ou Estadual (SIE). Outros cerca de 20% têm inspeção federal (SIF). Essa situação se justifica essencialmente porque a produção estadual é menor que a demanda e pela distribuição geográfica das unidades.

Essa realidade vai mudar. O sistema Faesc/Senar e o Sebrae/SC lançaram o avançado programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em pecuária de corte. O objetivo é melhorar o desenvolvimento das propriedades catarinenses. Toda a cadeia produtiva da pecuária de corte é assistida, desde genética, manejo adequado, melhoria da alimentação e também das instalações das propriedades.

Os produtores recebem, mensalmente, visitas técnicas e gerenciais com foco na transmissão de conhecimentos relacionados à gestão das empresas rurais e técnicas de manejo voltadas às atividades pecuárias. Em cada propriedade são levantados dados que identificam as realidades e as melhorias que podem ser aplicadas. Durante as visitas, os técnicos de campo repassam orientações sobre cálculos de custos de produção e indicadores de melhorias. Levam para os produtores informações importantes para aplicar e ampliar, cada vez mais, a produtividade.

ATeG Pecuária de Corte representa um avanço na capacitação dos produtores rurais, preparando-os para a condução das atividades pecuárias com uma visão empresarial e o emprego de avançadas técnicas de gestão e controle. No futuro, poderemos ser autossuficientes e, quem sabe, exportadores de carne bovina.

Fonte: Assessoria

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