Opinião - 07.03.2017

Alimentação e inflação

A abundância de milho, soja e feijão terá uma repercussão altamente positiva na vida dos brasileiros: vai baixar o custo de vida

- Divulgação/Assessoria

Artigo escrito por Mário Lanznaster, presidente da Cooperativa Central Aurora Alimentos e vice-presidente para o agronegócio da FIESC 

Graças aos produtores rurais e ao bom comportamento do clima, o Brasil vai colher uma excelente safra de grãos, neste ano. A abundância de milho, soja e feijão terá uma repercussão altamente positiva na vida dos brasileiros: vai baixar o custo de vida.

O brasileiro é um povo privilegiado, vive em um regime de segurança alimentar. Consome alimentos de alta qualidade e de preços relativamente baixos. Nunca enfrenta crises de abastecimento. Quando muito, uma escassez setorial de algum produto para o qual sempre há substituto.

Nesse ano, mais uma vez, a oferta de alimentos freia a inflação provocada pela péssima gestão macroeconômica da presidente afastada em 2016, que veio acompanhada de uma recessão sem precedentes. O caso do milho é emblemático. No ano passado, esse grão atingiu cotações extremamente exageradas, afetando gravemente o desempenho e a rentabilidade das grandes cadeias produtivas, como avicultura, suinocultura e a bovinocultura de leite e de corte. Milhares de produtores rurais e centenas de empresas sofreram pesados prejuízos em consequência da falta de visão e de protagonismo dos órgãos de gestão de estoques e safras.

Neste ano, a garantia de oferta à preços históricos, assegura redução nos custos de produção das carnes mais consumidas no Brasil. Hoje, um quilograma de carne de frango, no mercado varejista, está disponível a menos de 5 reais. Ou seja, mais barato que uma cerveja. Também caem os preços de varejo das carnes suínas e bovinas. São representativos os casos da cebola e do tomate, cujos preços finais não cobrem os custos de produção, mas, beneficiam o consumidor.

O produtor rural brasileiro é o grande salvador da economia. Ele ajuda a manter a paz e a estabilidade, mesmo quando trabalha com taxas negativas de rentabilidade. Ele e a agroindústria brasileira são responsáveis pelo superávit da balança comercial.

Aliás, nesse aspecto, é essencial reconhecer que a agropecuária deixou de ser um segmento isolado da economia, tornando-se um elo fundamental das cadeias integradas de valor do agronegócio, interagindo com vastos setores de segmentos industriais e de serviços que interagem antes e depois da porteira.

Esse produtor rural a quem rendo homenagens – pequeno ou grande, mas sempre eficiente – é um agente econômico atualizado, arrojado, vocacionado e usuário de tecnologia que se tornou o principal ator das avançadas cadeias de produção integrada no sul do País. Com trabalho e tecnologia, faz com que o agronegócio assegure produtos finais (alimentos, bebidas, texteis, produtos de borracha etc.) que representam tranquilidade e paz social.

Fonte: Assessoria

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